Allons a Paris!

Essa imagem é de uma caixa que ganhei do meu marido, com café manhã. Presente de uma dessas datas legais. Aí a gente falou: essa caixa é um plano.

Teve também uma lua gigante que a gente viu deitados na grama olhando pro céu, no terraço do Eixão. Dali a 18 anos a mesma lua aconteceria, contou a noticia. Nós prometemos que iríamos ver em Paris. Esse plano segue!! Está anotado!!

E agora!!!! Paris, mon amour!!! De repente você na minha vida!! Uma viagem tão inesperada que nem roteiro estamos levando! Vamos nos guiar pelas suas belezas!! Maria umas horas e… Je suis a Paris!!!!

Maceió, minha sereia

Sou de cidade de praia. Fortaleza, no Ceará. Mas minha relação com o mar nunca foi lá essas coisas. Com a praia, melhor. Porque era o palco dos finais de semana regados a caranguejo, guaraná e picolés da Kibon (Tablito, sempre te amarei!). Que fase boa!

Pra não ser injusta com o mar da infância, uma vez fiz amizade com um búzio. Era um crustáceo cascudinho que peguei vivo entre uma onda e outra e tinha muitas perninhas e uma carninha mole esbranquiçada. Até que deu a hora de ir embora. Entrei no mar com meu amigo, declarei amizade eterna – maldade sermos de mundos diferentes – e soltei ele numa onda, com lágrimas nos olhos. Que manhã! Que vínculo!!

Então. Meus pais não tinham carro. Eu morava na periferia. Os compromissos começaram a ficar menos lúdicos. Cada vez menos. E lá se iam meses sem ir a praia. E quando ia, dava um oi tímido e respeitoso pro mar (saudação de quem teme, admira e não quer encarar tamanho mistério). E quando entrava no mar, durava pouco, porque era bravo – talvez em represália, ressentido pelos anos de indiferença.

Depois fui morar em Brasília. Aí então a relação mudou. Passou a ser contemplativa, respeitosa. Cantinho de Deus. DEle, meu não, que nem com as ondas sabia lidar…

***

Anos se passaram e a vida me apresentou Maceió. Ahhh, porque não me contaram antes que o mar podia ser uma grande banheira quentinha e acolhedora! Massagem sem fim em toques suaves… Maceió, sua linda. Você me ensinou a sentir saudades do mar! Muito grata!

O mundo é a minha casa

Quem aí ama escrever? E adora conversar? 🙋🏼‍♀️ Eu!!

Não sou mega politizada, não sou super viajada. Nem mesmo hiper informada. Mas gosto de bater papo. Gosto de observar, de ouvir, de falar! Gosto de conviver.

Sou cearense (aí as pessoas já me acham engraçada só de eu me apresentar, herança que amo da tradição de pessoas bem humoradas, piadistas, pavio curto e amorosas da minha terra – mas principalmente da minha família, o berço de todas as minhas referências “arretadas”).

E há 12 anos moro em Brasília. Amooooo. Tem como não amar? (É, parece que tem, muita gente me pergunta como saí de Fortaleza pra vir pra cá. Pessoas são pessoas. E eu não entendo como algumas não nasceram pra morar em Brasília. Paciência).

No meio desse caminho, sinto que morei por alguns meses em vários lugares. Não porque morei. Mas porque VIVI.

E aí cada cantinho que vou VIVENDO me torna a nova pessoa que sou todo dia.

Desde a Casinha. Nosso canto preferido.

Até a listinha ainda pequena, de um livro sem fim. Vamos recordar. Ceará, Pernambuco, Bahia, Rio Grande do Norte, Maranhão, Alagoas. São Paulo, Rio de Janeiro. Goiás. Rio Grande do Sul. Argentina, Chile, Peru, Paraguai. Estados Unidos. Portugal, Espanha, Itália, Israel. E só. Pra mim, só tudo isso!!!!

Cada vez que viajo, finjo que moro. Dois dias, dez. Tudo é oportunidade pra tentar pegar até o sotaque do lugar. Sou assim.

Gente, o que é conhecer uma cidade pedalando?? Fazendo compra no mercado, andando de ônibus, tomando um café, batendo perna e tentando passar por “filho da terra”. (Oi?! Ninguém acredita, mas tudo bem! Importante é sentir!).

Ultimamente descobri o Google tradutor. Bingo! Aí acabou!! Agora sou natural desse mundo de meu Deus, fias!! Converso fluentemente com qualquer um que tiver paciência de esperar o tempo de processamento do App. “One minute, please. I don’t speak english very well” + sorriso desenrolado na cara e tcharam! Me viro, baby!!

Sobre ser mulher e criar pessoas de bem (1)

O assunto não tem fim. Mas tem uma finalidade: ampliar o entendimento sobre o gênero, o respeito humano e o que realmente importa na vida.

Como já falei, sou tida como contadora de histórias… E hoje no trabalho o tema do café foi: os cânceres sociais (a propósito dos atentados promovidos em escolas nos últimos dias), a importância de estar próximo e conversar com nossos filhos e as diferenças entre as vivências da nossa geração (por volta dos 40) e dos nossos filhos.

Vou escolher começar pelas minhas histórias. Que não necessariamente são minhas.

“Desculpa, ele estava bêbado”

Talvez 13 anos. Mas já com corpo de mulher. A casa era da irmã mais velha, do primeiro casamento do pai. A irmã era casada, com o segundo marido. Tinha duas filhas do primeiro casamento, de 12 e 10 anos. O marido parecia gente boa. Assim como o irmão dele e sua esposa, que estavam hospedados com sua irmã. Naquele dia, o programa tinha sido no Jóquei Clube da cidade do interior onde a irmã morava. Teve jogo do Brasil, música, brincadeiras e, pros adultos, provavelmente bastante cerveja. Ela não observava muito isso. Ainda.

A chegada em casa foi aquele alvoroço. Crianças tinham que tomar banho, todos já de barriga cheia. Eram três quartos. Um para cada casal e o terceiro pras três meninas (ela e as sobrinhas).

Banho tomado, dentes escovados, morta de sono. Veste um blusão e vai à cozinha pegar água. Na volta, no meio da sala, encontra o irmão do cunhado. “Boa noite”. Uma mão do cara tampa a sua boca enquanto a outra a suspende pela cintura e encosta na parede. A espreme na parede. A esfrega. Sem chance de reação: não tinha força e tudo foi muito rápido. Nem pensou em correr ou gritar.

Aparece um dos outros três adultos. Quem foi mesmo? A irmã? O cunhado? A esposa? Sabe-se lá. Não importa. Foi o bastante pra brecar aquilo que estava acontecendo. E observar-se o movimento patético do animal indo pro quarto.

Minutos depois, no quarto das três meninas, ela vê diante de si o irmão do cunhado (o tosco, o tarado, o estuprador), acompanhado da esposa de ar aborrecido e enfadado, simulando suposta empatia. “Desculpa o que aconteceu, ele estava bêbado. E quando está assim não sabe o que faz”. Beijinho e boa noite.

O dia amanhece. Sol lindo. U-hu. A piscina convida. E os convidados comparecem. Todos, menos ela. Ela ficou trancada o dia inteiro no quarto. Constrangida e com ódio. A irmã pediu apenas: “não comenta com o papai, ele não entenderia”. Mas foi só isso. Porque o dia tinha amanhecido. E o sol estava lindo. U-hu.

***

Os anos passam e as experiências são tantas. Tantas que nem vale a pena contar. Não de uma vez. Muito pesado. Arq… E ela se torna mãe de uma menina. E de repente tem 40, e a filha 13. Caramba. A idade que ela tinha, no repugnante episódio do co-cunhado tarado.

Conversa, amizade, esclarecimento, olho no olho, atenção aos detalhes, respeito ao sagrado espaço feminino. Aos 13 anos, sua filha é completamente diferente da garota que ela era com a mesma idade. Mas ganhou da mãe o bônus da experiência compartilhada. Desde muito pequena sabe que poucas pessoas podem tocá-la. Apenas as autorizadas e escolhidas.

Sabe que ninguém pode desrespeitá-la. E nem ela a ninguém. Sabe que ser mulher traz suas dores e suas delícias. E sabe que pode. Apenas pode. Tudo. Desde de queira. A filha sabe de tudo isso.

Mas o que a mãe quer mesmo, é que ela nunca precise ser posta a prova. Porque o que ela deseja mesmo é que a filha autorize, escolha, possa. Desde que queira. Contanto que seja e faça feliz.

De repente, eu!

A vida é um repente. De repente. E “pá”, aqui estou eu! 39 anos de VIDA. Adoro contar histórias. As vezes Parece que vivi mil anos em 40. Também gosto disso. E amo escrever. Só não mais do que falar. Só não mais do que viver!! Tenho poucas e firmes certezas. E muitas emoções!

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