QUARENTEI!!!

E posso dizer que vim me preparando pra esse momento.
4×10. 22+12+6. Tantas histórias.
Consigo ver minha vida numa linha do tempo de amor e gratidão.
Nasci em 17 de outubro de 1979, às 6h, em Fortaleza, Ceará. Naquele tempo os pais não sabiam com certeza se esperavam um menino ou uma menina, se viria “perfeito” ou não.
Na barriga da minha mãe, já fui, a priori, Érica. Érica com C. Por causa do Érico Veríssimo, cujo livro “Olhai os Lírios do Campo” minha mãe havia lido e se encantado. (Acabei de anotar que nunca li o livro que me deu meu nome. Preciso resolver isso antes dos 41). Minha mãe me escreveu cartas enquanto grávida. Ainda bem que vim menina mesmo.
Mas não exatamente “perfeita”. Nasci com pé torto congênito. Uma má formação. Fiz cirurgia aos quatro meses, usei gesso até 1 ano e 1 mês (idade com que andei). Mas o mais legal disso tudo é que fiz fisioterapia durante a infância inteira. E isso fez de mim andarilha das linhas de ônibus, amiga dos motoristas, trocadores e passageiros. Conversadeira, desenrolada, comunicativa. Posso dizer que sigo eternamente a garota que usava botas, falava demais e achava graça de tudo.
Minha infância foi maravilhosa. Família linda, unida, presente. Meus pais trabalhavam muito. Muito mesmo. Mas eram os melhores. Papai amoroso, forte e protetor. Mamãe guerreira, persistente, amorosa e firme. Cheios de caráter. Orgulhosos de onde vinham e pra onde iam. Eu gritava e papai matava as baratas. Eu aprontava e mamãe puxava as orelhas. Infância perfeita.
Poderia falar dos passeios na garupa da bicicleta do papai indo ao mercantil. Ou das manhãs de sábado no centro com a mamãe e a caixa de chocolate no final do dia. Dos finais de semana colando figurinhas, das brincadeiras, panelas de barro, pés de mamão, banho de chuveiro no quintal. Duas irmãs pra me ensinar a dividir e cuidar. Primas que me ensinaram sobre amizade. Mas resumo dizendo que não poderia ser melhor.
Grata Deus. Obrigada mamãe e papai.
Posso dizer que até uns 13 anos essa vida me bastou. E aí veio a escola nova. Escola grande. E com ela o novo exercício da comunicação, auto afirmação, primeiro namoro, complexos, novos amigos, popularidade. Fins de semana com minhas primas e longe das minhas irmãs. Contato com duras realidades. Observei atenta como a gravidez precoce, a morte precoce e o suicídio estavam ali perto. Eu vi. Fase de festas, shows, agendas coloridas e cheias de clips, desilusões amorosas. Grêmio estudantil, olimpíadas escolares. Ser desejável do alto dos 15 e apesar da sempre calça jeans. O exercício de se descobrir em plena adolescência. Que fase!! Passei ilesa. Graças a Deus!
A próxima fase começou aos 17 anos. Namoro sério. Vestibular e depois faculdade. Que eu era intensa, eu já sabia. Sempre fui. Das veias saltadas, das certezas irrefutáveis (isso mudou bastante), dos amores platônicos (desde a pré infância, isso eu não contei, né?) e não platônicos, das cores, das músicas. Tudo. Mas, foi no amor que a minha intensidade mais de revelou. AMOR. Pela vida.
O namoro de três anos foi ótimo pra aquietar o facho, como diz na minha terra. Me descobri cuidadora, parceira, maternal (disso eu sempre soube), bem mulherzinha e feliz de ser assim, rs. Comecei a faculdade (Comunicação Social, Jornalismo, UFC) e coloquei um ponto final nessa história de movimento estudantil. Na faculdade de comunicação, me vi careta demais. Não desfrutei das tardes na sinuca do CA, nem dos happy hours sem hora no bar da esquina. Não fui marginalizada porque sempre fui gente boa, boa gente e já não era dada a julgamentos. Cada um na sua. E eu na minha.
Troquei tudo isso por namoro sério, trabalho desde os 18, estágios (uns bizarros e outros produtivos), responsabilidade, continhas pra pagar e mais trabalho. Pero, sem perder a ternura. Aproveitei demais!!! Feliz com as escolhas. Está certo que dei uma pausa no processo criativo. Mas Deus sabe o que faz. Logo, logo, aos 22, a vida adulta viria com tudo!
A primeira viagem de avião foi também a primeira sozinha, aos 22. Igual Assis Chateaubriand, haha (li sobre isso na biografia dele que levei comigo no avião). Ganhei a passagem de presente (lógico que não podia comprar) e logo na reserva, pelo telefone, eu mandei essa: “sim, por favor, o voo com mais conexões e mais escalas que você tiver”. E assim foi. Fortaleza-Recife-Salvador-Rio-São Paulo. TOP! Oito horas depois eu chegava a capital paulista. Foi um fechamento interessante dessa fase que começou aos 17. Três namorados, estágios e emprego, frila de 500 reais – o suficiente pra curtir 10 dias de Sampa. O ápice da liberdade. Sou adulta.
No mês seguinte, do encontro numa boate, inauguro o primeiro dia dos próximos 12 anos da minha vida. Dos 22 aos 25, muito trabalho, amor adulto, morar junto, aprender a dirigir, aprender sobre diferenças, dificuldades, dores, superação, companheirismo. Muito mais trabalho. Casamento. Libertação com minha primeira prótese de panturrilha. E shorts, muitos shorts. Viagens, mundo, conhecimento. Visão além do alcance. A maternidade aos 26. Crise e superação. A mudança pra Brasília aos 27. Vivi cinquenta anos em 5.
Muitos e verdadeiros amigos. Lembro agora de vários. Pra falar a verdade, os grandes amigos da vida.
E então comecei a entender aquilo pelo que eu vivia. Por amor e por gratidão.
A maternidade e o casamento viraram minhas grandes missões. Os caminhos pra manifestar todo o meu amor. E pra que Deus se manifestasse em mim. Nos próximos cinco anos, aprendi com a vida sobre amor incondicional e incansável. E sobre perdão. Incondicional e incansável. E sobre gratidão.
Aos 32 anos fiquei viúva. E aí testemunhei toda a força que o amor e a fé podem manifestar na nossa vida. Com a minha grande companheira, minha filha, resolvi voltar pra Fortaleza. Achei que seria difícil demais sozinha com ela em Brasília. E fomos. Família e amigos foram minhas paredes. Mas Deus foi meu pilar.
Um ano depois, fortalecida, estava de volta a Brasília. Alguma coisa me chamou de volta. Minha filha topou. E viemos. Só nós duas. Arrumamos nova casinha, estruturamos nossas vidas. E viemos. Por nem um dia eu ou ela questionamos se tínhamos feito mesmo a coisa certa. Estávamos de volta a nossa casa. Era aqui o nosso lugar. E, embora eu achasse que já sabia tudo o que estava por vir, a vida reservava suas surpresas.
12 anos e dois meses depois daquela noite na boate, o amor se reapresenta na minha vida. Sem cerimônia. Chega, senta, beija, se acomoda e se casa comigo. O sonho de uma família grande se realiza por outros caminhos. Ele também viveu suas historias, e tem quatro filhos. Aos 35 anos, encaro a nova fase. Mais uma vez, resgatada pelo AMOR.
E aí se seguiram os últimos cinco anos. Muitos filhos, tantos desafios. Minha filha tem o meu tamanho e já sabe que eu não sou perfeita, e me ama mesmo assim. Meu novo amor é diferente, renovador, incomparável. Vida nova. Casinha nova. Mais um cachorro. Outros tantos e maravilhosos amigos que chegaram pra ficar. Muito trabalho. E uma maturidade deliciosa que ensina a aproveitar e viver e agradecer e respirar profundamente cada dia, reconhecendo que é único!
Aos 40, me sinto como se tivesse vivido a totalidade dos 40. Não passou rápido. Não voou. Aconteceu. E segue acontecendo.
Com humildade, aceito que não mando. Eu obedeço. E sigo.
E AMO. E AGRADEÇO.

Diário de viagem

5o dia

Si si, café avec hot milk, si vous plait.😳 Oi?! É isso, gente. Português, espanhol, francês… Passados uns dias e no desespero por se fazer entender a pessoa vira multiglota! Rsrsrs. Assim.nos despedimos do café da manhã dos últimos dias. Dias em que não comi queijo por falta de condição de inalar o cheiro idiossincrático dos queijos franceses no café da manhã. 🤢

No 5o dia de viagem, nos despedimos dos nossos amigos que nos fizeram companhia até aqui. Agora seríamos nós. Inclusive no metrô. Apanhamos mas nos viramos! Primeira parada, Louvre. Eu não disse que voltaríamos?

E aqui vai a primeira dica legal do dia. Andamos muito de metrô em todos esse dias. Mas a maior parte das pessoas vai ao Louvre por fora (naquela praça da pirâmide, onde se costuma pegar filas pra entrar). Pesquisei uma dica legal, testamos e agora passo adiante. Pelo metrô é massa! Pode-se acessar por baixo, direto na pirâmide (com a ponta invertida pra baixo).

Pra isso, vá até a estação Palais Royal – Musée du Louvre (não na estação Louvre/Rivoli. Uma vez na Palais Royal, siga a pé para a Linha 1 rumo a La Defense (a estação também leva a linha 7, mas o acesso direto ao Louvre está na linha 1. Todo o caminho nos leva a um roteiro material até achar a pirâmide.

Ali, podemos comprar os ingressos (15 euros) e fica a segunda dica: pague mais 5 euros pelo áudio guide. Vale muito a pena. Nada como gostar intuitivamente de uma ala, ou uma obra específica, e poder ouvir detalhes que enchem de valor e significado aquela peça ou contexto.

Nem todas as obras tem explicação. E achei o equipamento do Castello de Versailles mais elucidativo. Mas, depois de andar por seis horas naquele lugar e ter ido embora gentilmente convidada pelos equipamentos de áudio e monitores que mostram a saída no fechamento do Louvre, compreendi que deve ser muito complicado colocar num áudio guide explicações sobre todas as milhares de obras.

De verdade, um dia não é suficiente. No nosso caso, que nos deixamos levar pelas alas de esculturas e antiguidades egipsias e gregas, especialmente… Nunca tinha fim.

Como falei sobre Versailles, acredito que seja muito pessoal a existência por museus, castelos, memoriaos e coisas assim, depende do que toca casas um. Sei de pessoas que resolveram suas questões com o Louvre em 2h30 de visitação objetiva. Confesso que achei que com meu marido fosse ser assim. Que nada. Foi surpreendente. Amamos a visita!

Como curiosidade, destacamos o excelente wifi gratuito no Louvre que, no entanto, está disponível em lugares específicos. Também os banheiros que ficam nos corredores entre as galerias (prefira os menos centrais, estão sempre mais limpos). E uma coisa que de uma próxima vamos fazer: ir marcando no guia impresso que recebemos na entrada as alas que foram visitadas. O lugar é imenso e no final nos demos conta que tínhamos deixado de visitar coisas bem legais. Não vi Van Gogh, por exemplo. Nem as esculturas douradas.

Ah, e a lojinha, embora ótima, poderia ser melhor. Senti falta de um imã de geladeira em 3D da pirâmide. E de mais variedade de réplicas.

Cansados, cientes de que se tratava de despedida. Muita indelicadeza não falar com os grandes amigos antes de partir. Saudades, Eiffel!! Tira mais uma selfie com a gente aqui!

Mais uma vez o cachorro-quente. Mais uma vez mil fotos, declarações de amor!!

Antes de visitar outra grande paixão, nos despedimos com um pouco de ranço do metrô. Houve um momento de insegurança quando dos rapazes de aproximavam de um jeito estranho. Pelo sim, pelo não, demos um cavalo de pau (versão pedestres, claro) numa curva fechada na escada do metrô. Os caras passaram reto e nós ficamos. Somos brasileiros, filhotes. Um olho no grato e outro no rato. Isso não se perde, mesmo quando recém naturalizados franceses (minha convicção).

E a segunda despedida foi do scargot. Tipo Dom Casmurro, resolvemos juntas as duas pontas da mesma temporada: finalizamos no mesmo restaurante do primeiro dia. Bar San Severin. Comemos e bebemos como teu e rainha.

Agora sim! Au revoir, Paris!!

Diário de viagem

4o dia

Entre armamentos e Champs Elysées, a vida segue em Paris

Escrevo sobre o quarto dia no começo do sexto dia. Isso se explica. Anteontem (4o dia) houve menos a contar e mais do que é muito íntimo: passeios pela Champs Elysées, fotos e fotos e fotos por aqueles cantos, compritchas no melhor estilo brasileitos-classe média-muitas contas pra pagar. Sim, não as esqueci. Risos. E lágrimas. Mais risos do que lágrimas. 💃

Mas vale o registro de algumas curiosidades.

Primeiro. Não tinha mencionado ainda. Há duas Paris(es) compartilhando o mesmo espaço, porém em dimensões cósmicas distintas.

Uma é a dos noticiários, dos policiais e dos manifestantes. Paris está sitiada. Centenas de policiais armados até os dentes povoam a cidade sem qualquer cerimônia.

Dezenas de estações de metrô fechadas por conta de manifestações aos sábados. Elas não estavam acontecendo no metrô, dessa vez. Mas, pelo sim pelo não, resolveram interditar. Eu entendo. E apoio. Pelas vidraças quebradas que vi das vitrines da Champs Elysées, de fato não gostaria de estar no caminho dessas pedras.

Mas as pessoas seguem a vida, de trem inclusive. Aí você acha que vai parar em Antony (uma estação). Bobinho… Interditou! Sem problema, vou até a próxima e ando um pouquinho. Inocente… Interditaram as próximas 5 estações!!! E foi desse jeito que perdemos a manhã quase toda fazendo combinações de linhas pra chegarmos mais ou menos onde queríamos.

Enquanto isso, a outra face da mesma realidade de Paris finge que nem vê. E finge bem! Eu mesma fiz comprinhas, dispus de todo glamour em poses cinematográficas com o Arco do Triunfo, em todas e placas e catinhos que pude. Mas de vez em quando os robocopes contemporâneos me puxavam à realidade.

Aparentemente ao resto do mundo não incomodava o bloqueio do acesso à parte de cima do Arco do Triunfo, já lotado de policiais armados e com dedos a postos nos gatilhos. Sabe aquelas frentes de batalha dos filmes de guerra, em que um grupo fica a dezenas de metros do outro, com cavalarias, arcos, flechas e escudos e de repente um lado grita “atacar” e os guerreiros vão com tudo uns pra cima dos outros? Pois eh! Os policiais franceses são tipo a galera que está do lado do Mel Gibson lá no Coração Valente. Pra nossa felicidade eles ganharam a partida por WO. O inimigo, naquele cenário, não compareceu. 🙏🏻.

E aí o dia seguiu. Enquanto os homens se encantavam com Ferraris, Lamborghinis e congêneres; nós meninas passeamos sem ambições pelas calçadas da Cartier, Louis Vuitton, Tiffany.. MacDonald’s, Sephora, H&M… Sim, é possível ser classe média na Champs Elysées!!! E fui! Foi bem legal. Até roupas a 15 euros eu comprei!!! Porque não, minha gente?! Com sacolas em punho em plena… Comigo!! Champs Elysées! Oui!

A noite terminou num pub massa perto do hotel, o Bar Dakis. Rock anos 80, disseram os rapazes. Música muito legal! Provaram todas as cervejas da casa. Fiquei na Marguerita e água com gás! Melhor né? Alguém tem que enxergar o chão na volta!! Rsrs.

Diário de viagem

3o dia

Torre Eiffel. Mágica!

Boa parte de nós em algum momento incorpora o ícone da Torre Eiffel ao imaginário. É meio inevitável. Como a Estátua da Liberdade ou as pirâmides do Egito. Ela remete a algo fantástico, glamouroso, universal, cobiçado. Mágico.

Então, quando cheguei a Paris, assim como deve acontecer a 100% das pessoas que vem aqui, eu tinha uma certeza: conheceria a Torre Eiffel.

Não foi no primeiro dia. Mais foi no segundo. Sem chance de não ser! Depois de 9 horas de bateção de perna a gente quer hotel? Nunca!!!! A gente quer Torre Eiffel! Lógico!!

Fomos de Versailles até lá, de trem e depois, metrô. O primeiro olhar foi meio frio. Ela por trás de grades e esquema de segurança, eu achando tudo bastante diferente do que via na TV. Tá estranho! Raptaram a Torre Eiffel?! Socorro! Pensei. Mas não. É que ela não é qualquer uma. Ela é única. E se fez de difícil. Tudo bem. Ela pode!

Arrodeamos. Fotografamos. Pegamos a fila. Desistimos da fila. Resolvemos procurar um lugar pra sentar e olhar pra ela com calma. Sem concorrências. Escolhemos o Bateaux Parisiens. Deve existir lugar mais perfeito pra admirá-la sem pressa. Eu só não sei onde!

A bordo desse charmoso barco-bar atracado no Rio Sena fizemos todas as fotos, tomamos uns vinhos, batemos um papo. Tomamos mais vinho. Tiramos mais e incansáveis fotos. E ela sorri em todas. O melhor ângulo sempre. Quando parecia que estava perfeito, ela renova o conceito de perfeição e acende suas luzes!!! Oh, céus!!

L’amour. Liberdade. Igualdade. Fraternidade (Não resisti!!!) Depois de uma tarde no Castelo de Versailles. um templo da realeza apartado da capital; o cair do dia em outro templo – esse democrático, simpático, aglutinador, não menos imponente. E feliz!!!!!!! A cidade se abraça naquele pedaço de entorno! Viva o show da Torre Eiffel!!!! Viva todas as nações que se cumprimentam sorrindo! Nenhum euro é necessário, nem áudio guides, nem explicações. É sensorial.

Alguém resolve tocar. E cantar. Muitos resolvem cantar junto. O vendedor sorri o melhor sorriso!!! (Vou levá-lo comigo como um imã no coração). Fotos. Na câmera e na memória. Mágica.

Sinto que nunca vou esquecer esta noite. Uma noite em que me senti livre, igual e rodeada de irmãos ansiosos pela plenitude daqueles instantes lindos, iluminada pela diva democrática de Paris!!

Torre Eiffel. Vou precisar renovar essa energia. Eu sempre vou precisar voltar!!

Diário de viagem

3o dia

Paris-Versailles de trem

Partimos da estação Champ de Mars rumo a Versailles, pelo tem RER C5 – atenção linha 5!! Fomos a uma estação em que era RER C e não levava até Versailles. Porque não era C5. Ou seja, não é toda estação RER C que leva a Versailles. Melhor dica é partir das estações que você já tem certeza que vão. Estou dando a dica da Champ de Mars.

O trem é uma gracinha!! Além das poltronas coloridas e acolchoadas, o teto e as colunas são adesivados com imagens e obras do castelo. Faltava ter um áudio contando a história. Fica a dica hein? Acho que faria sucesso!

Allors… Cerca de 35 minutos de viagem. O trem já começa a nos envolver no clima do que vai ser essa experiência.

  • ** Oooooops. Volta um pouquinho só pra dizer que a linda Torre Eifel deu o ar da graça no caminho até a estação. Torre, sua linda, a gente se encontra mais tarde!**

Chegando na cidade, o desembarque na estação de trem nos guardava uma constrangedora surpresa: o ticket que havíamos usado pra chegar a Versailles só tinha validade dentro de Paris. No momento da aquisição do bilhete deveríamos ter feito diferente. Mas isso não estava escrito em lugar nenhum.

Demos sorte porque o fiscal da estação limitou-se a nos dar uma bronca e advertir que poderíamos ter sido multados em 50 euros cada um! Caramba! Mèrci seu guarda! Com certeza aprendemos.

Almoçamos na versão Versailles pro esquema do dia anterior. Um menu de entrada, prato principal e sobremesa servido no L’avenir Café. De donos portugueses, o restaurante é simples, mas nos conquistou com a TV em português, a comida deliciosa e o honestìssimo vinho da casa. Com água, expresso e gorjeta, gastamos 50 euros por casal. Comemos patê de porco com pão e um peixe maçaricado com legumes de entrada, escondidinho de bacalhau e filé com fetutine de prato principal, depois creme caramel (um pudim) e Petit de chocolate de sobremesa. Ficamos bem satisfeitos!

Agora, Castelo de Versailles. Precisa ser visitado! É uma experiência muito pessoal. Estávamos em quatro pessoas e cada uma foi impactada de um jeito diferente. Mas algo foi comum: é uma experiência intensa, histórica e profunda pela história da França.

Não vou aqui me arvorar a falar sobre a história do Castelo (ou do que se passou ali), mas sugiro uma pesquisa sobre o lugar antes da visita.

Foram 2h30 de visitação. Vou falar de algumas percepções. Primeiro, o aparelho audio guide é essencial para a experiência completa. O áudio em português é muito bom e, para alguns cômodos, ele tem um primeiro texto voltado para a história das obras, objetos e contexto. Depois, apertando o botão verde, ele conta curiosidades daquela a época, chega a nos convidar a imaginar e reproduzir cenários e comportamentos daquele tempo. Fantástico!

Outro ponto, esse muito pessoal, diz respeito a minha sensação de esgotamento com tanta extravagância, ostentação, luxo, suntuosidade, gula, retratos de cenários de guerra. O que inicialmente me encantou pela riqueza, por fim pesou sobre mim ao final do passeio.

E tudo isso faz da experiência fundamental. Muito feliz de ter dedicado o dia a Versailles.

Infelizmente pelo horário não foi possível ir aos jardins. Ahhhhhh… Puxa vida… Vou ter que voltar… 🤷🏼‍♀️ hahaha. Mas da próxima vez quero vir pra pernoitar. Ao cair da tarde, podemos ver como Versailles deve ficar linda à noite!! Dessas coisas que só vivendo pra saber. É como Assis, na Itália. Precisamos voltar e passar alguns dias. Merece bem mais que um bate e volta.

A caminho da estação de trem, avistamos e cúpula da Catedral de Versailles e fomos até lá. Valeu a visita!! Igreja com dois órgãos gigantes, afrescos e vitrais lindos!

No retorno a Paris, não quisemos correr o risco de mais um dia ser ver de perto a idealizada Torre Eiffel. Descemos na estação de metrô mais próxima e… Ela! A linda Torre Eiffel. Num post a parte, é claro. Ela merece!! A noite provou que sim!! 💕

Dos motivos pelos quais tenho preguiça de estudar outras línguas

O bloqueio vem de longe. O que explica uma pessoa estudar inglês a vida inteira na escola e escolher espanhol no vestibular?! Oi? Sem explicação.

Allors… (Sim, sou dessas. Não entendeu? Vai no Google tradutor!)

Então… Atualmente o Google Tradutor, essa ferramenta incrível que traduz o que eu quero dizer e, se ficar muito ridículo de falar, ainda faz um áudio da tradução. Muito amor! ❣️ Pois bem, ele é o principal responsável por eu ter acomodado geral com essa coisa de aprender outras línguas.

Mas não coloco culpa só na tecnologia, não! A humanidade não ajuda, gente!

Vou comprar uma água. Google parceiro, dá uma dica, pour favour 😑. Aí vou no caixa, biquinho a postos… 😙 “une eau si vous plait”. Aí o cidadão: “Una áuuaaa, cierto?!” 😒😣 Poxa… Fala sério… Je parle français, figurinha! A pessoa nem pra reconhecer meu esforço…

Toma aqui seus euros e Mèrci… Asta la vista…

Diário de viagem

2o dia

Allons a Paris!

Agora sim, Paris!!!

Check in feito. Quarto pequeno mas bem limpo. Hotel sem academia! Cho-ca-da!

Já eram 14h30 em Paris. Aí, pernas pra que te quero. Colocamos uma roupa menos “aeroporto” e ganhamos a cidade!

Almoço foi no Restaurante San Severin, perto da igreja de mesmo nome. Fiquei super curiosa, porque pra mim todo Severino é conterrâneo, kkkkkk. Tarefa de casa: pesquisar a biografia desse santo.

O restaurante é um charme e repete a receita de muitos outros por aqui: menu executivo em algumas opções de preço. Ficamos com o de 19 euros. E comemos muito bem! Pedimos suas porções de scargot pra entrada, de prato principal um cordeiro e uma massa e de sobremesa queijos e mousse de chocolate. Pedimos dois menus e dividimos. Delícia!!!!

Menu executivo perfeito do restaurante San Severino

E um vinho perfeito, o Chateau La France pra acompanhar. Um bordeaux leve e delicioso. Eu teria tomado mais uma garrafa, mas meus companheiros de viagem acharam melhor guardar energia pra noite. Se é assim, OK!! Finalizamos com um expresso. Teve água e uma coca cola e a conta deu 60 euros pra cada casal, já com a gorjeta (que aqui varia entre 10 e 20%).

Próxima parada: Catedral de Notre Dame. Só tinha na cabeça a lembrança de filmes em que a igreja em estilo gótico aparece. Especialmente do albino do filme Código da Vince. 40 anos eh isso ai! As referências são desse tempo! Kkkkkkk.

Linda a Catedral. Alugamos um equipamento que explica em português os principais aspectos da igreja. Um é suficiente se você quiser dividir. Custa 5 euros e achei que valeu a pena. Linda. Perfeita. Ao final, um quiosque com suvenires. E pegamos o comecinho de uma missa. Fantástico!!

Deixamos pro último dia visitar a Cripta Arqueológica da Catedral. Meu marido ama, eu também curto! Mas o casal amigo não muito e no último dia estaremos só nós. Depois eu conto.

Aproveitamos o caminho e fomos visitar a San Chapelle. Uma gracinha, mas nessa eu não sei se voltaria. Além de estar mal conservada, aparentemente até meio abandonada, é pequena e temos que pagar 10 euros por pessoa. Achei lamentável e fiquei com a impressão de exploração sem contrapartida. Usam o lugar pra ter receita e não cuidam. Mas tem um lance legal: o espaço está com uma agenda de shows de óperas e musicas clássicas. Cartazes anunciam a programação. Aí sim, deve valer a pena!! Pena não estarmos aqui pro próximo…

San Chapelle

Saindo dali, a intenção era tomar um café. Mas no caminho tinha um certo Louvre (visitaremos com calma depois). Aí demos aquela reconhecida no território. Disseram que estava incrivelmente tranquilo. Então o que a gente faz?! Turista um pouquinho né gente?!

Louvre, nos aguarde seu bonito! Já já daremos umas voltas por aí!!

Mais umas pernadas. Kd meu café???? Ops. Avistamos uma bela esquina. Lá Fregate o nome do café/bar/restaurante. Os meninos tomaram uma cerveja cada. Eu tomei meu café. Meio morno… Mas uma belezura de ver! E croassant. Hummmmm!!! Aí ficamos por ali sentados de lado uns pros outros e de frente pra rua. QUE MASSA!!! Os homens ficaram falando detalhes dos carros incríveis que passavam por ali, observamos coisas sobre o comportamento das pessoas, comemoramos esse primeiro dia de viagem, demoramos um tempinho e tomamos o caminho do hotel.

Friacaaaaaaaaa. Ainda não tinha comentado. Frio do caramba. Começo de abril, esperava pegar um clima mais ameno. Mas está bem frio. Tipo 7 graus! Nos dias seguintes sairemos mais agasalhados.

No caminho, tcharammmm! Farmácia!!! Morri!!! Produtinhos nacionais a preço de nacionais!!! Mas já eram quase 21h e estava fechando. Ficou o flerte. Amanhã vou ver se estreito esse namoro e trago pro hotel umas pechinchas!!!

Pra fechar a noite, um brinde no La Prégrille. Tomamos cerveja (eles) e mojito (eu). Bem legal. Especialmente reparar em como ficam lindas as ruas daqui a noite! Apaixonada por esse lugar!!

Lá Prégrille

Amanhã é dia de visitar Versailles de trem! Vamos descansar, que tem muita coisa por aí!!!!

Que dia!!! Amei!