Um por dia

O desafio é escrever alguma coisa todos os dias. Pelo menos uma. Fácil. Ok, vamos melhorar. E que não seja ruim. Bom, mas isso é relativo. E que seja construtivo. Melhorou. Pelo menos uma coisa por dia, que não seja ruim, que seja construtivo.

Partiu desafio! Será que só vou conseguir viver assim de ontem em diante?

De uns anos pra cá, não sei quantos (acho que não desde sempre), os desafios, impostos a mim por mim mesma, me motivam. Alguns até hoje não consegui alcançar por um tempo duradouro. Como o de querer permanentemente ter algo entre 16 e 20% de gordura corporal, pra que depois de uma viagem eu fique entre 18 e 22%… Parece bom. Mas não afiro sempre, e vamos ficando por isso mesmo. A busca já é massa. Estou sempre me vigiando e me permitindo, e acho que o equilíbrio na maior parte do tempo é bom. Muitos não veem sentido. Eu curto.

Aí perto de fazer 40 anos entrei na vibe de três meses sem açucares adicionados. Foi bom! Dias terríveis, dias de boa, e cheguei lá! Mas isso de ter coisas gostosas a mão, poder comer o que quiser, comer sem precisar, o paradoxo do prazer gastronômico versus “comer para viver e não viver para comer” me geram, talvez, uma coisa de culpa… A fartura “desperdiciosa” é constrangedora, quando penso no mundo e nas fomes que o assolam.

Aí, nessa quaresma, me propus a privação de açúcar, vinho e café. Sabores que me remetem a mundo, aconchego e intimismo, respectivamente. Acabou de acabar. A quaresma, porque a quarentena segue. E, se estamos bem alimentados, bem amados, bem aventurados, empregados, remunerados e saudáveis, podemos e devemos produzir. Entenda-se por produzir aquilo que é produtivo para cada um. Percepção individual.

Eis-me aqui. Produzindo. Pelo menos um texto por dia. Não idiota e construtivo. Sob a minha perspectiva, claro. Afinal, o escrever é, de modo geral, uma tarefa introspectiva. Mergulho dentro de si. De mim, neste caso. Agora, motivada pelas regras desse novo jogo. Ao acordar? Antes de meditar? Então também me proponho a voltar meditar diariamente! Opa! Mais um desafio. Construtivo. Ou em horário livre, porque o insight só o é, de fato, se livre. Em tempos de home office, seu tempo, seu guia.
Estou gostando disso. E não vou me preocupar com o dia em que acabar.

Porque, hoje, é um por dia. Inclusive, um dia por dia. Amém!

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